3ºTrimestre 2025
Intenção de novas aquisições de terrenos e lançamentos crescem no 3º trimestre de 2025, puxadas pelo segmento econômico
Pesquisa Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, da ABRAINC, realizada em parceria com a Deloitte, mostra que a expectativa de novas aquisições e lançamentos se mantém elevada no Minha Casa Minha Vida, enquanto o Médio e Alto Padrão segue em ritmo mais cauteloso
São Paulo, novembro de 2025 – A intenção de novas aquisições de terrenos e de lançamentos imobiliários apresentou leve alta no 3º trimestre de 2025, impulsionada pelo segmento Minha Casa Minha Vida (MCMV), segundo o Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, elaborado pela ABRAINC em parceria com a Deloitte. Considerando ambos os segmentos, MCMV e Médio e Alto Padrão (MAP), 91% dos executivos esperam iniciar novos empreendimentos no próximo ano, alta de 2 pontos percentuais (p.p) sobre o trimestre anterior, enquanto 83% projetam ampliar seus bancos de terrenos nesse mesmo intervalo, elevação de 1 p.p.
No MCMV, praticamente todos os executivos respondentes demonstram apetite para expansão: 98% pretendem adquirir novas áreas para construção de empreendimentos, uma alta de 3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, e 100% afirmam ter planos de lançamentos no próximo ano, mesmo índice apurado no 2º trimestre.
No MAP, as expectativas também evoluíram, porém com ritmo mais moderado. A intenção de lançar empreendimentos subiu de 76% no segundo trimestre para 79% no terceiro, e 65% das empresas planejam comprar terrenos nos próximos 12 meses. Mesmo com esse avanço, a cautela permanece, influenciada pelo crédito imobiliário tradicional ainda pressionado pela Selic elevada que limita a capacidade de compra de parte das famílias.
O índice de vendas permaneceu estável durante o trimestre e deve se manter nesse patamar no próximo trimestre e ao longo dos próximos 12 meses, tanto para o segmento econômico quanto para o médio e alto padrão (MAP).
“O cenário atual mostra que o Minha Casa, Minha Vida continua sendo o principal motor do setor, sustentado pela previsibilidade dos recursos do FGTS e pela ampliação das faixas de renda atendidas. Já o crédito imobiliário tradicional (SBPE) segue impactado pela Selic elevada, o que reduz a capacidade de compra das famílias e limita o crescimento do segmento de médio e alto padrão. Para construir um ambiente de crescimento mais equilibrado, é essencial avançar em um ajuste fiscal consistente que permita a redução estrutural dos juros. Medidas como o novo modelo de crédito do Banco Central, que deve ampliar o volume de recursos disponíveis para o mercado de média renda, podem atenuar os efeitos da alta de juros e contribuir para manter o crescimento do setor”, destaca Luiz França, presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC).
Em relação aos preços dos imóveis, no horizonte de 12 meses e cinco anos, a projeção aponta forte elevação (notas 2,85 e 2,99, respectivamente), refletindo recomposição de margens e inflação de custos de produção.
“O terceiro trimestre confirma a divisão estrutural do ciclo atual: o segmento econômico continua sendo o motor do mercado, impulsionado por aprimoramentos no programa habitacional e pela demanda reprimida, enquanto o médio e alto padrão opera em um ambiente mais restrito e avesso a riscos e juros. Mesmo com preços ainda estáveis no trimestre, a sinalização de forte alta para os próximos períodos, combinada com a manutenção de planos de lançamento e aquisição de terrenos no MCMV, indica que o setor segue ativo — ainda que de forma assimétrica entre os segmentos”, afirma Claudia Baggio, sócia-líder da prática de Real Estate da Deloitte.
Como parte da metodologia, os percentuais de respostas foram transformados em ‘notas’, que variam entre: forte aumento (de 2,61 a 3,00); aumento (de 2,21 a 2,60); manutenção (de 1,81 a 2,20); redução (de 1,41 a 1,80); e forte redução (de 1,00 a 1,40).
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